Momento musical inesperado
O presidente francês, Emmanuel Macron, protagonizou um momento de descontração e emoção durante um jantar oficial na Armênia nesta segunda-feira (4). Em um gesto inesperado, Macron soltou a voz e cantou a icônica canção “La Bohème”, um clássico do renomado cantor franco-armênio Charles Aznavour. A performance contou com o acompanhamento de um pianista de jazz, Vahagn Hayrapetyan, e a participação surpreendente do primeiro-ministro armênio, Nikol Pashinian, que assumiu a bateria.
Contexto e homenagens
O episódio ocorreu em um “momento alegre e amigável” ao final da noite, após os jornalistas já terem deixado o local. A cena, divulgada em redes sociais por um dos convidados, trouxe à tona a forte ligação de Charles Aznavour com a Armênia. O artista, cujo nome de batismo era Shahnourh Aznavourián, era filho de imigrantes armênios e se tornou um dos maiores nomes da música francesa.
Durante o mesmo jantar, o presidente armênio, Vahagn Khachaturyan, também demonstrou seu apreço pela música francesa ao interpretar “Les Feuilles Mortes” ao piano.
Descontração pós-cúpula
O momento de leveza de Macron aconteceu logo após a realização da cúpula da Comunidade Política Europeia (CPE) na Armênia. O evento reuniu líderes de quase todos os países europeus, além do primeiro-ministro canadense, Mark Carney, em um contexto de discussões sobre o estreitamento de laços e as relações com os Estados Unidos, em especial sob a perspectiva da administração Trump. A CPE, que ocorre semestralmente, exclui Rússia e Belarus.
Fortalecimento das relações bilaterais
A visita de Estado de Macron à Armênia não se limitou a momentos culturais. Nesta terça-feira (5), o último dia da estadia, o presidente francês e o premiê Pashinian devem oficializar uma parceria estratégica entre os dois países. O acordo prevê “esforços de defesa sem precedentes” e a abertura de “novas páginas econômicas”. Contratos nos setores de transporte, com potenciais perspectivas para a Airbus, e o compromisso francês na construção de um túnel no eixo rodoviário norte-sul da Armênia também estão na agenda.
A França possui uma das maiores diásporas armênias fora do país, com cerca de 400 mil descendentes, ficando atrás apenas da Rússia e dos Estados Unidos, o que reforça a importância histórica e cultural dos laços entre as nações.

