OMS monitora foco de Hantavírus em cruzeiro
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que o risco para a saúde pública mundial decorrente do foco de Hantavírus identificado a bordo do cruzeiro MV Hondius “continua baixo”. A OMS está colaborando com os operadores do navio e com os países para monitorar a saúde dos passageiros e tripulação, além de garantir o acompanhamento médico e evacuação, se necessário.
Pacientes em trânsito e caso na Suíça
Três pacientes com suspeita de Hantavírus foram retirados do navio em Cabo Verde e estão a caminho dos Países Baixos para receber atendimento médico. A OMS coordenou essa transferência com autoridades de Cabo Verde, Reino Unido, Espanha e Países Baixos. Paralelamente, um homem hospitalizado na Suíça com Hantavírus, após retornar de viagem pela América do Sul a bordo do mesmo navio, está em isolamento e não representa risco à população. Sua esposa, que o acompanhava, também foi isolada preventivamente.
Cepa Andes: Transmissão entre humanos é o principal alerta
O ministro da Saúde da África do Sul confirmou que a cepa de Hantavírus detectada em um dos passageiros evacuados para o país é a dos Andes, conhecida por sua capacidade de transmissão entre humanos. Essa é a única cepa, entre as 38 conhecidas, que apresenta essa característica. Dois passageiros do cruzeiro foram transferidos para Joanesburgo; um deles faleceu e o outro permanece hospitalizado em estado crítico, mas estável.
Vítimas e passageiros a bordo
O navio MV Hondius transportava 147 pessoas de 23 nacionalidades. Entre as vítimas fatais confirmadas estão um casal holandês, que teria contraído o vírus antes de embarcar, e uma passageira alemã. Um passageiro britânico está na UTI em Joanesburgo, mas apresenta melhora. Dois tripulantes, um britânico e um holandês, com sintomas respiratórios, estão em condição estável e aguardam evacuação médica. Outra pessoa relatou febre leve, mas já se recuperou.
Entendendo o Hantavírus
Hantavírus circula entre roedores e pode ser transmitido a humanos, sendo potencialmente fatal. A transmissão entre pessoas é rara e documentada apenas para a cepa dos Andes. O período de incubação do vírus varia de uma a seis semanas. Não existem vacinas ou tratamentos específicos para o Hantavírus.

