Espanha acolhe cruzeiro com surto de hantavírus e defende ação humanitária
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, defendeu firmemente a decisão de seu país em receber o cruzeiro MV Hondius em Tenerife, mesmo após a confirmação de um surto de hantavírus a bordo. Em resposta às críticas sobre a operação de evacuação e repatriação dos passageiros, Sánchez declarou que “o mundo não precisa de mais egoísmo”, ressaltando a obrigação de “ajudar quem precisa” quando está ao alcance.
Críticas e resposta do governo espanhol
A operação, que envolveu autoridades sanitárias internacionais devido à propagação do vírus para vários países e a morte de três passageiros, gerou questionamentos sobre por que outras nações, como Cabo Verde, não acolheram o navio. Sánchez rebateu essa perspectiva, afirmando que a Espanha escolheu focar na questão de como poderiam oferecer ajuda.
Protocolos rigorosos de saúde implementados
A Espanha, em coordenação com a Organização Mundial da Saúde (OMS), implementou um desembarque controlado, voos especiais e protocolos de isolamento para garantir a segurança durante a operação. Apesar das preocupações expressas por autoridades regionais das Ilhas Canárias quanto a riscos sanitários, o governo espanhol manteve que os procedimentos seguiam normas rigorosas de saúde pública.
Casos confirmados em vários países
O surto de hantavírus associado ao cruzeiro MV Hondius já teve casos confirmados em países como Países Baixos, Reino Unido, Espanha, Alemanha, Suíça, França e Estados Unidos. A retirada internacional dos ocupantes do navio foi concluída com os últimos voos de evacuação pousando na Holanda.

