Decreto de Emergência para Enfrentar Crise Respiratória
O Governo do Rio Grande do Sul declarou estado de emergência em saúde pública em todo o território estadual, com foco no combate à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), especialmente em crianças. A medida, válida por 120 dias, foi publicada no Diário Oficial do Estado e surge como resposta a um alarmante aumento nas contaminações e hospitalizações por doenças infecciosas respiratórias. A formação de filas de espera em unidades de saúde e a elevação do risco sanitário para toda a população motivaram a decisão.
Redes Hospitalares Sob Pressão e Priorização de Atendimento
Durante o período de emergência, as redes hospitalares que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) deverão priorizar o atendimento de emergência em leitos clínicos com suporte ventilatório e em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). O objetivo é combater e prevenir novos casos de SRAG. A SRAG é uma definição clínica que abrange infecções causadas por vírus como influenza, Covid-19 (Sars-Cov-2) e Vírus Sincicial Respiratório (VSR).
Números Alarmantes de Internações por Vírus Respiratórios
Os dados que fundamentam o decreto são preocupantes. Houve um acréscimo de 102,7% nas hospitalizações por SRAG em geral. Especificamente, as internações por influenza dispararam 533,3%, com destaque para o subtipo H3N2. O Rinovírus também apresentou um crescimento expressivo de 376,9%, e entre crianças menores de 12 anos, o aumento foi ainda mais drástico, chegando a 528,6%.
Circulação Viral e Positividade em Alta
Dois fatores cruciais para a declaração de emergência foram o aumento proporcional de sintomas gripais em uma única semana no estado, indicando uma maior circulação de vírus respiratórios, e a alta taxa de positividade para detecção desses vírus, confirmada pelo Laboratório Central do Estado do Rio Grande do Sul. A Secretaria da Saúde coordenará as ações e definirá diretrizes para a contenção da emergência, com atenção prioritária às crianças. Os municípios também poderão implementar medidas adicionais conforme a realidade local. Esta não é a primeira vez que o estado enfrenta uma situação semelhante; em maio do ano passado, uma medida similar foi adotada após 4.099 hospitalizações por SRAG e 305 óbitos registrados.

