Trump Sem Vitórias Na China; Rússia Fortalece Laços E Irã Impõe Desafios

Trump sem vitórias na China; Rússia fortalece laços e Irã impõe desafios

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China consolida protagonismo geopolítico

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retornou de sua cúpula com o líder chinês, Xi Jinping, sem conquistas significativas. Paralelamente, a Rússia, em encontro com Xi Jinping uma semana depois, assinou mais de 40 acordos de cooperação, demonstrando um estreitamento de laços que contrasta com a falta de resultados concretos para Trump.

O principal objetivo de Trump, a obtenção de apoio chinês para a reabertura do Estreito de Ormuz, não foi alcançado. Da mesma forma, o presidente russo, Vladimir Putin, não conseguiu finalizar o acordo do gasoduto Power of Siberia 2, devido a divergências sobre o preço do gás.

O analista internacional Lourival Sant’Anna, da CNN Brasil, avalia que Xi Jinping conduziu ambas as reuniões em posição de superioridade. Segundo ele, tanto os Estados Unidos quanto a Rússia estão fragilizados por conflitos mal sucedidos, o que reforça o protagonismo chinês no cenário geopolítico atual.

Impasse nuclear e Estreito de Ormuz: o desafio iraniano

A análise ocorre em um contexto de impasses nas negociações entre Estados Unidos e Irã, centradas no programa nuclear iraniano e no controle do estratégico Estreito de Ormuz. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, negou rumores de avanços diplomáticos, classificando alegações sobre questões nucleares como mera especulação midiática.

Segundo Sant’Anna, o Irã demonstra disposição apenas para negociar o fim do conflito e a reabertura do estreito, sem ceder em seu programa nuclear. O país, signatário do Tratado de Não Proliferação Nuclear, defende o direito a um programa nuclear pacífico sob supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica.

Uma novidade nas negociações é a entrada do Catar, que, após um afastamento, retornou às tratativas como mediador, podendo, segundo o analista, “ajudar bastante”. O Paquistão também segue atuando como mediador.

Troca tecnológica entre China e Rússia e a dependência global

Um aspecto relevante da aproximação sino-russa é a intensa troca tecnológica. A China exporta componentes tecnológicos e chips de uso dual para a Rússia, enquanto recebe tecnologia militar de ponta russa, especialmente em mísseis hipersônicos e submarinos nucleares. “Há uma troca muito fluida entre esses dois países”, afirmou Sant’Anna.

O analista também destacou a impossibilidade de sanções ocidentais contra a China: “Zero, impossível, esquece, não vai ter sanção nenhuma contra a China. O mundo está dependente da China.” Ele ressalta que o abandono dos manufaturados chineses causaria uma explosão inflacionária global.

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