Ufmt Suspende Aulas De Engenharia Civil Após Ameaça De Policial Federal E Suposta Lista De Alunas

UFMT Suspende Aulas de Engenharia Civil Após Ameaça de Policial Federal e Suposta Lista de Alunas

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Aulas Suspensas por Tempo Indeterminado

A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) tomou a decisão de suspender as aulas presenciais para os alunos do 1º semestre do curso de Engenharia Civil. A medida, inicialmente prevista para durar de quinta-feira (14) a segunda-feira (18), foi estendida por tempo indeterminado, conforme o avanço das investigações policiais. A universidade justificou a ação como uma forma de garantir a segurança e a estabilidade no campus, reforçando seu compromisso com a proteção da comunidade acadêmica e a promoção de um ambiente universitário seguro e responsável.

Ameaça e Troca de Mensagens no Centro da Investigação

O estopim para a suspensão das aulas foi a repercussão de uma suposta troca de mensagens entre dois alunos, um da Engenharia Civil e outro da Faculdade de Direito. Nas mensagens, os estudantes teriam mencionado a criação de uma “lista de alunas estupráveis” no campus de Cuiabá. Paralelamente, um homem, que se apresentou como pai de um dos alunos envolvidos, dirigiu-se à universidade de forma ameaçadora. Segundo a UFMT, ele afirmou que, caso seu filho não se formasse, os demais alunos também não o fariam. Este indivíduo foi identificado como um policial federal da ativa e já foi intimado a depor na 3ª Delegacia de Polícia de Cuiabá, embora ainda não tenha comparecido.

Boletim de Ocorrência Registrado pelo Pai

Em uma reviravolta, o pai do estudante de Engenharia Civil também registrou um boletim de ocorrência. Em seu relato, ele alega que seu filho foi vítima de ameaças por parte de outros estudantes, o que o teria motivado a ir à UFMT. A Faculdade de Direito, da qual o outro aluno envolvido nas mensagens faz parte, não teve suas aulas presenciais alteradas.

Reitoria Afirma Desconhecer Detalhes da Lista

Marluce Aparecida Souza e Silva, reitora da UFMT, pronunciou-se sobre o caso em um vídeo divulgado nas redes sociais. Ela esclareceu que a reitoria não teve acesso direto à troca de mensagens em questão. Segundo a reitora, o que existe é um diálogo entre os dois estudantes onde eles mencionam alunas, descrevendo características físicas, mas sem nomeá-las diretamente. A universidade segue colaborando integralmente com as autoridades policiais para esclarecer todos os fatos.

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