Rio Revisa Licitação De R$ 340 Milhões Para Combustível Do Brt Após Suspeitas De Ligação Com O Pcc

Rio Revisa Licitação de R$ 340 Milhões para Combustível do BRT Após Suspeitas de Ligação com o PCC

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Secretaria de Integridade Analisa Contrato de Diesel para o BRT

A Secretaria Municipal de Integridade e Transparência da prefeitura do Rio de Janeiro iniciará uma revisão detalhada sobre a licitação no valor de R$ 340 milhões destinada ao fornecimento de óleo diesel para a frota de mais de 700 ônibus articulados da estatal Mobi-Rio, que operam nos corredores de BRTs da cidade. O objetivo é verificar se houve alguma irregularidade na escolha da Rede Sol como uma das fornecedoras.

Vibra Energia Vencedora, Rede Sol em Segundo Plano

Na concorrência realizada por pregão eletrônico, a empresa Vibra Energia foi declarada vencedora, apresentando a proposta mais vantajosa para a prefeitura com um desconto de 13,50% sobre o preço médio semanal do diesel. A Rede Sol ficou em segundo lugar, oferecendo um desconto de 11,50%, e foi habilitada como fornecedora “redundante”, com capacidade para atender a uma demanda de R$ 68,2 milhões em combustível. Segundo a legislação de licitações, a Rede Sol só seria acionada em caso de falha no abastecimento pela Vibra Energia ou por um aumento imprevisto na demanda.

Suspeitas de Lavagem de Dinheiro e Rompimento de Contrato

A investigação sobre a Rede Sol ganhou força após o Ministério Público de São Paulo revelar que um fundo de investimento ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) comprou debêntures da empresa, em uma operação classificada pelo MP como “instrumentalização da lavagem de capitais”. Diante dessas suspeitas, a Vibra Energia anunciou unilateralmente o rompimento de contrato com a Rede Sol no início de fevereiro. O vice-prefeito Eduardo Cavaliere informou que a documentação da empresa será remetida à Secretaria Municipal de Integridade para uma nova avaliação.

Edital e Posicionamento das Empresas

O edital da licitação possuía pré-condições que impediam a participação de empresas declaradas inidôneas, ou cujos sócios tivessem participação em empresas nessa situação. A Rede Sol, em comunicado em seu site referente à operação “Carbono Oculto”, declarou estar à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos e repudiou qualquer ilação sobre ligações com atividades ilegais. A reportagem buscou contato com a Rede Sol, mas não obteve manifestação até o fechamento desta matéria.

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