Manutenção da candidatura presidencial
Em meio a declarações em Washington, após um encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reiterou sua intenção de seguir com a pré-campanha para a Presidência da República. O senador enfatizou que diversas ações governamentais estão previstas para o início do mandato em 2027, sinalizando sua continuidade na disputa pelo Executivo federal, mesmo diante das recentes polêmicas.
Desafios e acusações sobre o Banco Master
Flávio Bolsonaro abordou o episódio envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, afirmando já ter se pronunciado sobre o assunto. Ele insistiu na necessidade de instalar uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o Banco Master. O senador desafiou o governo Lula a pressionar pela instalação da CPMI, questionando as frequentes reuniões do presidente com Vorcaro e Augusto Lima, que teriam ocorrido fora da agenda oficial. Bolsonaro classificou a situação como um “alto e baixo” comum em campanhas, refutando a ideia de crise.
Críticas direcionadas ao presidente Lula
O senador, visto como um potencial adversário de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições, exigiu explicações do presidente sobre sua relação com Daniel Vorcaro. Flávio Bolsonaro citou declarações de Lula sobre a troca no Banco Central e questionou se o presidente seria conselheiro, sócio ou amigo de Vorcaro. Além disso, o senador fez referência a um filho de Lula que estaria foragido, perguntando sobre seu paradeiro.
Contexto do áudio e visita a Vorcaro
Os questionamentos sobre o Banco Master e Flávio Bolsonaro surgiram após a divulgação de um áudio pelo site The Intercept Brasil. Na gravação, o senador cobra de Daniel Vorcaro parcelas atrasadas de um acordo de R$ 134 milhões para o patrocínio de um filme sobre a vida de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, alegando a necessidade de honrar compromissos financeiros, como o pagamento de atores internacionais. Posteriormente, Flávio Bolsonaro visitou Vorcaro, que utilizava tornozeleira eletrônica, alegando que o encontro visava encerrar o financiamento do filme “Dark Horse”.
Agenda internacional e segurança nacional
Durante sua estadia em Washington, Flávio Bolsonaro discutiu com Donald Trump a reclassificação de facções criminosas como o PCC e o CV como organizações terroristas. O senador contrastou sua posição com a do governo Lula, que, segundo ele, teme retaliações militares americanas. Bolsonaro defendeu a declaração de terrorismo para essas facções, citando a dominância de grupos criminosos em áreas urbanas brasileiras. Trump também teria perguntado sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro e sua situação familiar.
Pesquisas eleitorais e cenário político
Flávio Bolsonaro também comentou sobre as pesquisas eleitorais que indicam um acirramento na disputa presidencial, com uma vantagem de Lula após a divulgação do áudio. O senador demonstrou confiança em sua pré-candidatura, apesar das adversidades.

