Trump: Operação Contra O Irã Pode Durar Dias Ou Se Estender Por Anos; Foco Em “mudança De Regime”

Trump: Operação contra o Irã pode durar dias ou se estender por anos; foco em “mudança de regime”

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Trump aponta duas vias para conflito com o Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a operação militar conjunta com Israel contra o Irã, iniciada no último sábado, pode ter um desfecho rápido, em “dois ou três dias”, ou se prolongar significativamente. Em entrevista à Axios, Trump afirmou que existem diversas opções para a desescalada, mas também a possibilidade de “assumir o controle total” do processo, indicando uma estratégia de longo prazo. Ele ressaltou que, independentemente da duração, o Irã sofrerá danos consideráveis e levará anos para se recuperar.

Negociações nucleares e histórico de ações iranianas como justificativas

Trump citou a falta de progresso nas negociações nucleares com o Irã, lideradas por seus enviados Steve Witkoff e Jared Kushner, como um dos motivos para autorizar a operação. Segundo o presidente, os iranianos demonstraram falta de comprometimento com um acordo, “aproximando-se e depois recuando”. Adicionalmente, Trump mencionou a conduta histórica do Irã, compilando “ataques conduzidos pelo país nos últimos 25 anos”, que, em sua visão, demonstram um padrão de “fazer algo ruim, explodir ou matar alguém todos os meses”.

Reconstrução de instalações nucleares e alinhamento com Israel

O presidente americano também apontou que o Irã teria iniciado a reconstrução de instalações nucleares atingidas por EUA e Israel em junho do ano passado. Embora analistas independentes tenham notado atividades em algumas dessas instalações, não houve confirmação oficial da retomada da atividade nuclear iraniana. Trump confirmou ter tido uma “ótima conversa” com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e que ambos estão “no mesmo comprimento de onda” sobre os ataques, que, segundo declarações anteriores dos líderes, visam não apenas a destruição dos programas nuclear e de mísseis, mas também a “mudança de regime” no Irã.

Ataques atingem alvos estratégicos e geram incerteza sobre líder supremo

Entre os alvos da operação militar, que incluiu centenas de locais no Irã, estava o complexo residencial do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei. Imagens de satélite indicariam a destruição do local, com Netanyahu afirmando haver “muitos indícios” de que Khamenei teria sido morto. No entanto, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, negou essas informações em entrevista à ABC News, assegurando que Khamenei e o presidente Masoud Pezeshkian estão “sãos e salvos”.

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