Crescente Vermelho divulga balanço alarmante de vítimas e cidades atingidas.
A ofensiva militar lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã no último sábado já resultou na morte de pelo menos 555 pessoas, de acordo com o Crescente Vermelho iraniano. A entidade humanitária informou que os ataques atingiram 131 cidades em diversas regiões do país, em uma escalada de violência que eleva as tensões no Oriente Médio a um novo patamar. A mensagem, publicada no Telegram, descreveu os ataques como “sionistas-estadunidenses” e lamentou a perda de “nossos compatriotas”.
Retaliação iraniana causa estragos e afeta rotas estratégicas.
A retaliação do Irã à ofensiva, que visava eliminar a cúpula do governo e forçar uma mudança de regime, provocou mortes e danos significativos em várias nações do Oriente Médio. Monarquias do Golfo Pérsico, que tentavam se manter neutras, viram seus aeroportos, hotéis e bases militares utilizadas pelos EUA serem alvos de mísseis. O sistema de defesa israelense foi testado intensivamente, e o Comando Central dos EUA (Centcom) afirmou ter destruído o quartel-general da Guarda Revolucionária Iraniana, alegando que a força matou mais de mil americanos nos últimos 47 anos. Mais de mil alvos, incluindo centros de comando e controle e embarcações de guerra, foram destruídos, segundo o Centcom.
Impacto global: cancelamento de voos e crise no transporte de petróleo.
Os ataques se estenderam por diversas cidades iranianas, desde a fronteira com a Armênia e Turquia até a costa do Golfo Pérsico e a divisa com o Paquistão. A resposta iraniana também atingiu posições nos Emirados Árabes Unidos, Catar e Bahrein, além de Omã, país que atuava como mediador. O fechamento de espaços aéreos no Golfo Pérsico levou ao cancelamento de voos em aeroportos como Dubai, Abu Dhabi e Doha, impactando dezenas de países. No Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% do suprimento mundial de petróleo e gás, dezenas de petroleiros e navios de carga estão ancorados. Empresas como MSC e Maersk suspenderam operações na área, e a Opep+ já sinaliza um aumento na produção para conter a possível alta no preço do barril.
Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos condenam ataques e fecham embaixada.
A Arábia Saudita, também alvo de mísseis iranianos, convocou o embaixador iraniano para condenar os ataques e alertar sobre os riscos à segurança regional. O príncipe herdeiro, Mohammad bin Salman, conversou com o ex-presidente Donald Trump, que ofereceu apoio. Os Emirados Árabes Unidos fecharam sua embaixada em Teerã, classificando os ataques como “hostis”, uma “violação flagrante da soberania nacional” e do direito internacional.
Israel em alerta máximo: reservistas convocados e fronteiras fechadas.
Em Israel, os ataques foram marcados por fatalidades, com nove mortos em Beit Shemesh após um míssil atingir um abrigo em uma sinagoga. Tel Aviv e Jerusalém também foram alvos, com feridos. A fronteira com o Líbano está em alerta máximo devido ao risco de ações do Hezbollah. O aeroporto Ben Gurion cancelou todos os voos até sexta-feira. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que o foco é “atacar o coração de Teerã” e anunciou a convocação de 100 mil reservistas, que se somarão aos já mobilizados na guerra da Faixa de Gaza, com reforços destinados a Gaza, Cisjordânia e fronteiras com Síria e Líbano.

