Pacote de Segurança Aprovado na Alesp
A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) aprovou nesta terça-feira (31) a segunda parte do pacote de segurança proposto pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). A medida tramitou em regime de urgência e busca apaziguar a insatisfação dentro das forças policiais do estado. Foram votados dois projetos principais: um que promove a reestruturação da carreira da Polícia Militar e outro que concede um reajuste salarial linear de 10% para as corporações, com a exclusão dos agentes penais.
Cobranças Atendidas e Insatisfação Persistente
As propostas visam atender a antigas reivindicações da Polícia Militar, que vinha demonstrando descontentamento com o governo estadual, especialmente após um veto a um texto que facilitaria aposentadorias no início do ano. No entanto, a aprovação não extinguiu completamente a insatisfação interna. Deputados, inclusive da base governista, expressaram ressalvas quanto ao percentual de reajuste e à falta de uma previsão semelhante para a Polícia Penal.
Críticas e Promessas de Campanha
Desde a semana passada, quando o presidente da Alesp, André do Prado (PL), alinhou com os líderes partidários a votação do pacote, as críticas sobre o teor das propostas já circulavam. Durante a sessão plenária, o deputado Major Mecca (PL), da base aliada, manifestou frustração com a rejeição de emendas, incluindo uma que propunha um reajuste de 14,3%. A oposição, por sua vez, resgatou vídeos de campanha de Tarcísio de Freitas, onde o governador prometia elevar as polícias paulistas entre as dez mais bem pagas do país, uma meta ainda não alcançada mesmo com a recente aprovação.
Esforço Orçamentário e Custos
Em defesa das medidas, o deputado estadual Danilo Campetti (Republicanos) destacou o esforço orçamentário realizado pelo governo. A implementação dos novos salários e a reestruturação de carreira representam um custo adicional estimado em cerca de R$ 130 milhões por mês para os cofres públicos do estado.

