Pai De Advogada Argentina Que Virou Réu Por Racismo No Brasil Repete Gesto Racista Em Seu País E Causa Novo Escândalo

Pai de advogada argentina que virou réu por racismo no Brasil repete gesto racista em seu país e causa novo escândalo

Noticias do Dia

Gesto Racista Repetido na Argentina

Menos de 24 horas após sua chegada à Argentina, a advogada Agostina Páez, que se tornou réu por injúria racial no Brasil, viu seu pai, o empresário Mariano Páez, repetir o gesto racista que a levou à prisão. O incidente ocorreu em um bar na província de Santiago del Estero, no norte do país, e rapidamente se espalhou pela imprensa argentina.

Escândalo e Repercussão na Mídia

O jornal La Nación classificou o caso como “um escândalo sem fim”, destacando que o gesto de Mariano Páez foi idêntico ao que motivou a ação penal contra sua filha no Brasil. O jornal Clarín, por sua vez, descreveu a atitude do empresário como “uma provocação de um pai que não aprende”. O vídeo do ato teria sido gravado na madrugada de sexta-feira, logo após o retorno de Agostina ao seu país natal.

Agostina Páez se Desvincula das Ações do Pai

Apesar de ter negado ser racista ao deixar o Brasil, Agostina Páez se pronunciou nas redes sociais após a repercussão das imagens de seu pai. Ela afirmou não ter “absolutamente nada a ver com o que está circulando” e classificou as imagens como “lamentáveis”. A advogada ressaltou que “só pode responder pelas suas próprias ações”.

Entenda o Caso no Brasil

Agostina Páez foi denunciada após uma discussão em um bar em São Paulo, em 14 de janeiro, motivada por um suposto erro no pagamento da conta. A turista teria xingado funcionários do estabelecimento com termos racistas e, ao deixar o local, imitou um macaco. Um vídeo registrou o momento em que ela faz gestos e sons de primata na rua. Ela foi presa, mas liberada mediante medidas cautelares, incluindo o pagamento de uma caução de R$ 97 mil. O crime de injúria racial no Brasil é equiparado ao de racismo, com pena de 2 a 5 anos de prisão. Agostina responderá ao processo na Argentina e, se condenada, cumprirá a pena em seu país.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *