Mp Denuncia Seis Homens Por Crueldade Contra Capivara Com Pedras E Pregos No Rio De Janeiro

MP denuncia seis homens por crueldade contra capivara com pedras e pregos no Rio de Janeiro

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Grupo denunciado por agressão cruel a capivara no Rio de Janeiro

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) apresentou uma denúncia contra seis homens envolvidos em um brutal ataque a uma capivara ocorrido no final de março, na Zona Norte da capital fluminense. Os acusados responderão por crimes ambientais e maus-tratos contra o animal, com agravantes de crueldade, caça ilegal, corrupção de menores – pois dois adolescentes estavam entre os agressores – e associação criminosa. As cenas de violência foram capturadas por câmeras de segurança, que foram cruciais para a identificação dos envolvidos e para comprovar a intenção e a gravidade da crueldade.

Sadismo e deboche marcaram ataque ao animal

Segundo o MPRJ, os agressores agiram de forma deliberada e coordenada ao cercar e atacar a capivara utilizando pedras e pedaços de madeira equipados com pregos. A violência empregada causou lesões severas ao animal, incluindo traumatismo craniano e uma grave lesão ocular. O MP ressaltou o sadismo do grupo, evidenciado pelas gravações do ato com tom de deboche em relação ao sofrimento da capivara. Além do ataque direto, os homens também atiraram pedras contra o animal, atingindo carros estacionados na área.

Identificação e confissão dos acusados

Uma diligência da Polícia Civil foi responsável pela identificação dos suspeitos. Em depoimento, os homens confessaram a autoria do crime. Testemunhas revelaram que este não seria o primeiro ataque do grupo contra capivaras na região. Os acusados podem enfrentar penas severas, com base na Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/1998) e suas atualizações sobre maus-tratos a animais silvestres. As penas de detenção para os adultos podem variar de três meses a um ano, além de multa.

Indenização e cuidados com a capivara

Na esfera cível, o MPRJ solicitou uma indenização de R$ 44 mil. O valor se destina a cobrir os prejuízos materiais e morais decorrentes do ataque, bem como os custos com os cuidados veterinários necessários para a recuperação da capivara. O montante deverá ser revertido ao Fundo Estadual de Meio Ambiente.

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