Disputa pela Presidência em 2026 já mostra altos índices de rejeição para os favoritos.
A mais recente pesquisa Datafolha, divulgada neste sábado (11), revela que os principais nomes na corrida presidencial de 2026 concentram também os maiores índices de rejeição. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 48%, enquanto o senador Flávio Bolsonaro registra 46%. Os números indicam uma leve alta em relação ao levantamento anterior, publicado em março, quando Lula tinha 46% e Flávio, 45%. Apesar da oscilação dentro da margem de erro, ambos permanecem isolados na liderança do quesito, um reflexo direto da alta exposição e da polarização que ainda marca o cenário político no Brasil.
Zema e Caiado apresentam rejeição significativamente menor.
Bem atrás dos líderes, os ex-governadores Romeu Zema e Ronaldo Caiado apresentam níveis significativamente menores de rejeição, com 17% e 16%, respectivamente. No caso de Caiado, o dado ganha peso adicional por ser a primeira sondagem após a confirmação de seu nome como pré-candidato do PSD à Presidência. Na rodada anterior, ele marcava 14%. A diferença entre os primeiros colocados e os demais reforça o cenário de polarização.
Simulação de segundo turno aponta equilíbrio entre Lula e Flávio Bolsonaro.
O levantamento ouviu 2.004 eleitores em 137 municípios entre os dias 7 e 9 de abril. Além dos índices de rejeição, o Datafolha também simulou cenários de segundo turno. Em um eventual confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro, o senador aparece numericamente à frente, com 46% contra 45% do presidente: um empate técnico dentro da margem de erro. Este resultado demonstra a força de ambos os candidatos e a dificuldade de um descolamento claro.
Cenários com Zema e Caiado também indicam disputa acirrada.
Nas simulações de segundo turno com os ex-governadores, o petista também enfrenta disputas equilibradas. Cenários com Zema e Caiado repetem o padrão de empate numérico, reforçando que, independentemente do adversário, a disputa pela Presidência em 2026 tende a ser acirrada. Os dados reforçam um quadro de polarização persistente, em que os nomes mais conhecidos concentram tanto intenções de voto quanto resistência do eleitorado.

