Papa Leão XIV Manifesta Solidariedade ao Líbano e Destaca Dever Moral de Proteger Civis
Em um momento de crescente tensão no Oriente Médio, o Papa Leão XIV dirigiu-se neste domingo (12) ao povo libanês, declarando-se “mais próximo do que nunca” e enfatizando a “obrigação moral” de proteger a população civil dos horrores da guerra. O Líbano tem sido arrastado para o conflito regional, com operações militares de Israel contra o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, resultando em mais de 2.000 mortos, segundo autoridades libanesas. O apelo do Pontífice surge em um contexto de fracasso nas negociações de paz e aumento das hostilidades.
Apelo Universal pela Paz e Proteção aos Mais Vulneráveis
Durante a oração do Regina Coeli na Praça de São Pedro, o Papa Leão XIV dirigiu palavras de conforto e esperança aos libaneses, afetados por “tristeza, medo e esperança inabalável em Deus”. Ele ressaltou que o princípio da humanidade, intrínseco à consciência humana e reconhecido pelo direito internacional, impõe o dever moral de salvaguardar a população civil dos “efeitos atrozes da guerra”. Sem citar diretamente as partes envolvidas, o Pontífice instou novamente à busca por soluções pacíficas, ecoando apelos anteriores por diálogo e mediação.
Contexto de Conflito e Tensões Diplomáticas
A declaração do Papa ocorre em um cenário complexo. Israel intensificou seus ataques no Líbano, afirmando que visam o Hezbollah, em meio à guerra iniciada ao lado dos EUA contra o Irã. Teerã, por sua vez, incluiu o fim da guerra entre Israel e Hezbollah em suas exigências para um acordo, o que foi rejeitado por Tel Aviv. O Líbano não foi incluído no acordo de cessar-fogo entre Irã e EUA, embora o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, tenha anunciado a abertura de negociações diretas com o Líbano para discutir o desarmamento do Hezbollah e relações pacíficas, sem, contudo, suspender os ataques.
Críticas à Guerra e Chamado ao Diálogo
Paralelamente, o Papa Leão XIV tem se posicionado firmemente contra a escalada da violência. Em uma oração pela paz no sábado, ele fez uma de suas críticas mais contundentes à guerra, implorando aos líderes: “Parem! É hora de paz! Sentem-se à mesa do diálogo e da mediação, não à mesa onde se planeja o rearme e se decidem ações mortais! Basta da idolatria do ego e do dinheiro! Basta da demonstração de poder! Basta da guerra!”. O líder católico mundial tem reiteradamente defendido a redução da escalada e a busca por soluções diplomáticas.
Viagem à África e Mensagem de Paz
A declaração do Pontífice também se insere em um contexto de polêmicas diplomáticas, incluindo uma envolvendo comentários críticos ao presidente dos EUA, Donald Trump, que o Vaticano negou. Enquanto o mundo observa as tensões no Oriente Médio, o Papa Leão XIV se prepara para uma viagem de 11 dias à África, onde levará uma mensagem de construção de pontes com o mundo islâmico, reforçando seu compromisso com a paz e a reconciliação global.

