Governo Do Rio Estuda Recomposição Salarial De Servidores Estaduais, Mas Aguarda Decisão Do Stf Sobre Royalties De Petróleo

Governo do Rio estuda recomposição salarial de servidores estaduais, mas aguarda decisão do STF sobre royalties de petróleo

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Estudo abrange todo o funcionalismo do Poder Executivo

O governador em exercício do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, confirmou em reunião com representantes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) que o governo estadual está analisando a viabilidade técnica para uma recomposição salarial dos servidores. O estudo em questão não se limita aos profissionais da Uerj, mas engloba todo o funcionalismo do Poder Executivo. O objetivo principal é a reposição de perdas inflacionárias previstas em lei, que deveriam ter sido efetuadas há três anos, mas estão suspensas devido ao déficit orçamentário.

Decisão do STF sobre royalties é crucial para avanço

Apesar da sinalização positiva, o avanço para uma recomposição salarial concreta depende de um fator externo: o resultado do julgamento da redistribuição dos royalties de petróleo no Supremo Tribunal Federal (STF), agendado para o dia 6. O governo estadual estima que uma decisão desfavorável ao Rio de Janeiro pode resultar em um impacto financeiro de até R$ 8 bilhões por ano.

Couto pede apoio à tese do Estado do Rio no STF

Durante o encontro com os representantes da Uerj, Ricardo Couto também conclamou a mobilização da categoria para apoiar a tese defendida pelo Estado do Rio de Janeiro na suprema corte. A preocupação com a perda de receitas provenientes dos royalties reflete a delicada situação financeira do estado.

Contexto de crise nas universidades públicas

A abertura de diálogo com a Uerj ocorre em um momento de forte tensão no setor de educação pública, não apenas no Rio, mas em todo o país. Professores e técnicos da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, já paralisaram suas atividades reivindicando recomposição salarial, retorno dos triênios e soluções para o estrangulamento orçamentário. O cenário de greves e protestos se estende por mais de 50 instituições federais e algumas estaduais no Sudeste, afetando cerca de 915 mil universitários e serviços essenciais como bandejões e bolsas de auxílio.

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