Ativista Presa em Estado Crítico
Narges Mohammadi, aclamada ativista iraniana e laureada com o Prêmio Nobel da Paz de 2023, encontra-se em estado de saúde crítico. A situação se agravou drasticamente, levando à sua transferência da prisão para um hospital na província de Zanjan. Segundo informações de familiares e da Fundação Narges, a ativista foi internada em uma unidade de terapia intensiva cardíaca após uma “deterioração catastrófica de sua saúde”. Atualmente, o foco do atendimento médico é na estabilização de sua pressão arterial e frequência cardíaca.
Tratamento Insuficiente e Pedido de Transferência
A família de Mohammadi expressou profunda preocupação com a qualidade do tratamento oferecido no hospital atual, alegando ser insuficiente para o quadro clínico complexo da ativista. Em um comunicado divulgado no último fim de semana, a Fundação Narges fez um apelo veemente às autoridades iranianas, solicitando que permitam a transferência de Narges Mohammadi para um centro médico especializado em Teerã. “O tratamento eficaz para o quadro clínico de Narges Mohammadi só será possível se ela for transferida para sua equipe médica em Teerã”, declarou a fundação.
Pressão Internacional por Assistência Médica
Organizações de direitos humanos e apoiadores internacionais, incluindo o Comitê Norueguês do Nobel, juntaram-se ao clamor pela vida da ativista. Há uma pressão crescente sobre o governo do Irã para que autorize a transferência de Mohammadi e garanta que ela receba a assistência médica adequada que seu estado exige. O alerta sobre o risco iminente à sua vida tem sido amplamente divulgado, buscando sensibilizar as autoridades para a urgência da situação.
Luta pela Liberdade e Direitos das Mulheres
Narges Mohammadi é uma figura proeminente na defesa dos direitos humanos no Irã, conhecida por sua coragem em criticar o regime e por sua incansável atuação política. Ela cumpre pena de prisão justamente por suas convicções e ativismo. O reconhecimento internacional, simbolizado pelo Prêmio Nobel da Paz, foi concedido a ela “pela luta contra a opressão das mulheres no Irã e sua luta pela promoção dos direitos humanos e da liberdade para todos”, destacando a importância de sua causa e o perigo que ela enfrenta.

