Mosca Varejeira Ressorge Em Honduras: 141 Casos Humanos E 2 Mortes Após 28 Anos De Erradicação

Mosca-varejeira ressorge em Honduras: 141 casos humanos e 2 mortes após 28 anos de erradicação

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Avanço em Tegucigalpa e no gado acende alerta sanitário

Honduras enfrenta um grave retrocesso em saúde pública em 2026, com o ressurgimento da miíase humana, infecção causada por larvas da mosca-varejeira (Cochliomyia hominivorax). Após quase três décadas sem registros significativos, o país já confirmou 141 casos e duas mortes associadas à doença, segundo relatório epidemiológico recente.

Idosos em Tegucigalpa são as primeiras vítimas em áreas urbanas

As duas vítimas fatais eram idosos residentes na capital, Tegucigalpa. O registro de óbitos no Distrito Central é particularmente alarmante, pois indica que o parasita, antes restrito a zonas rurais, agora circula em ambientes urbanos. Honduras era considerada livre dessa praga desde 1996, o que torna o reaparecimento uma preocupação ainda maior para o sistema de saúde. O avanço em centros urbanos aumenta o risco para indivíduos com feridas abertas, como úlceras, pé diabético e insuficiência venosa, que oferecem condições ideais para o desenvolvimento das larvas.

Crise se estende ao agronegócio: milhares de animais infectados

A infestação não se limita aos humanos. O Serviço Nacional de Saúde e Segurança Agroalimentar (Senasa) reportou cerca de 4.656 animais infectados neste ano. Josué Lemus, chefe de Epidemiologia do Senasa, informou que 75% dos casos em animais envolvem bovinos, seguidos por suínos e cães (7% cada). Cavalos, cabras, ovelhas e aves também foram afetados. Regiões com alta umidade e temperaturas elevadas concentram a maioria das notificações. Além dos custos com tratamento veterinário, produtores sofrem perdas na produção de leite e carne, desvalorização dos animais e queda na produtividade, gerando impactos econômicos significativos.

Prevenção é a chave contra a mosca-da-berne

A Cochliomyia hominivorax deposita seus ovos em feridas abertas de animais de sangue quente, incluindo humanos. Ao eclodirem, as larvas se alimentam do tecido vivo, causando lesões profundas e dolorosas. Em humanos, as infestações geralmente ocorrem nos membros inferiores e, se não tratadas rapidamente, podem levar à perda de função e até à morte. Lemus enfatiza a importância da prevenção: “Prevenir é mais barato do que remediar”, recomendando atenção à limpeza de feridas, aos cuidados com o umbigo de animais recém-nascidos e à identificação precoce dos sintomas.

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