Avanço tecnológico em ação
O Corpo de Bombeiros empregou tecnologia de ponta, incluindo câmeras térmicas e equipamentos de proteção respiratória e ventilação, para combater o incêndio que atingiu o Shopping Tijuca, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A atuação foi essencial para que as equipes conseguissem se proteger e alcançar vítimas em um ambiente de visibilidade praticamente nula e com intensa fumaça.
Combate prolongado e perdas trágicas
O combate às chamas, que iniciou na noite de sexta-feira, se estendeu por mais de 24 horas, com a presença de fumaça escura ainda no local neste sábado. Infelizmente, o incêndio resultou na morte de dois brigadistas, identificados como Anderson Aguiar do Prado e Emellyn Silva Aguiar Menezes. Três outras pessoas foram socorridas e encaminhadas para hospitais.
Desafios em área de difícil acesso
Segundo o tenente-coronel Fabio Contreiras, porta-voz do Corpo de Bombeiros, o fogo teve início em uma área de difícil acesso no subsolo do shopping, agravando a situação. “Visibilidade zero, uma grande concentração de fumaça que exigiu uma atuação técnica muito especializada”, explicou Contreiras, destacando a importância dos equipamentos utilizados.
Investigação em andamento
O incêndio, que teria começado em uma loja de decoração no subsolo, atingiu uma área com materiais de fácil combustão, como colchões, o que dificultou a exaustão da fumaça e a contenção das chamas. A Polícia Civil já iniciou a perícia no local e a investigação está a cargo da 19ª DP (Tijuca). O subcomandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Luciano Sarmento, ressaltou o trabalho hercúleo dos bombeiros para evitar uma tragédia maior.

