Ex Presidente Sul Coreano Yoon Suk Yeol Pede Desculpas Após Condenação à Prisão Perpétua Por Lei Marcial

Ex-presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol pede desculpas após condenação à prisão perpétua por lei marcial

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Declaração de Lei Marcial e Condenação

O ex-presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, emitiu um pedido de desculpas nesta sexta-feira (20) pela declaração de lei marcial em dezembro de 2024. A manifestação ocorre um dia após um tribunal em Seul sentenciá-lo à prisão perpétua, considerando-o culpado de abuso de autoridade e de arquitetar uma insurreição.

Em um comunicado divulgado por seus advogados, Yoon expressou lamentar as “frustrações e dificuldades” impostas à população por seu decreto. Contudo, ele reafirmou a “sinceridade e o propósito” por trás de suas ações, argumentando que a medida visava alertar sobre a obstrução do governo pelos partidos de oposição.

Acusações de Retaliação Política

Yoon classificou a decisão do Tribunal Distrital Central de Seul, que o condenou à prisão perpétua na quinta-feira (19), como “premeditada” e uma retaliação política. “As forças que buscam difamar uma decisão tomada para salvar a nação como uma ‘insurreição’ e usá-la, além de ataques políticos, como uma oportunidade para expurgar e eliminar seus oponentes, só se tornarão mais desenfreadas no futuro”, declarou o ex-presidente.

Ele também questionou a validade de um recurso em um ambiente onde a independência judicial não poderia ser garantida, e pediu aos seus apoiadores que “se unissem e se levantassem”. Seus advogados, no entanto, esclareceram que a declaração não implica na desistência de um recurso.

Impacto da Lei Marcial e Defesa de Yoon

A declaração de lei marcial de Yoon, que durou cerca de seis horas antes de ser rejeitada pelo Parlamento, causou grande impacto em todo o país e desencadeou protestos de rua. O tribunal considerou o ex-presidente culpado de subverter a ordem constitucional ao enviar tropas para invadir o Parlamento e prender opositores, culminando em uma queda drástica que o levou à destituição do cargo e à prisão.

Yoon, um ex-promotor de carreira, negou as acusações, sustentando que possuía autoridade presidencial para tal decreto. Um promotor especial havia solicitado a pena de morte para Yoon, embora a Coreia do Sul não execute ninguém desde 1997. O promotor se disse certo “arrependimento” com a sentença, mas não confirmou se haverá recurso.

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