TST Exige Continuidade dos Serviços Essenciais
A ministra Kátia Magalhães Arruda, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), determinou que os sindicatos dos trabalhadores dos Correios mantenham 80% do efetivo em atividade em todas as unidades da empresa. A decisão visa assegurar a continuidade dos serviços postais e evitar que a paralisação agrave a crise financeira enfrentada pela estatal.
Dirigentes Sindicais Impedidos de Atuar em Unidades
A resolução do TST também veda a atuação de dirigentes sindicais nas entradas das unidades para impedir o acesso de funcionários ou o recebimento de cargas. O objetivo é evitar qualquer tipo de obstrução que possa prejudicar as operações dos Correios durante o período de greve.
Multa Diária em Caso de Descumprimento
Em caso de descumprimento das determinações, a ministra Kátia Magalhães Arruda estabeleceu uma multa diária de R$ 100 mil a ser paga pelo sindicato. A medida busca garantir o cumprimento da decisão e minimizar os impactos da greve.
Negociações em Andamento para Acordo Coletivo
A decisão do TST ocorre em um momento de intensas negociações entre os Correios e os sindicatos para a celebração do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A direção da empresa propôs um reajuste salarial baseado na inflação e cedeu em outras cláusulas, mas a concessão do “vale-peru” de R$ 2,5 mil, demandado pelos funcionários, ainda é um ponto de discórdia. Os Correios argumentam que a situação financeira da estatal não permite o pagamento deste benefício, que se soma a outras reivindicações como a manutenção de adicionais de férias e pagamento de 200% nos finais de semana. A mediação do TST foi solicitada pela própria empresa para evitar maiores prejuízos à sua situação econômica e à prestação de serviços à população.

