Críticas ao Banco Central
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), vice-líder do partido na Câmara, criticou o que chamou de “corporativismo” dentro do Banco Central. A declaração ocorreu após o atual presidente da instituição, Gabriel Galípolo, afirmar em depoimento à CPI do Crime Organizado que não foram encontradas auditorias ou sindicâncias que apontassem o envolvimento do ex-presidente Roberto Campos Neto no caso do Banco Master. Em entrevista à Globonews, Lindbergh Farias defendeu que a Polícia Federal investigue a fundo o caso, buscando entender “quem está protegendo quem”.
Pedido de Investigação pela PF
Segundo o parlamentar, a postura de Galípolo levanta suspeitas sobre todo o Banco Central. “Acho que só existe esse caminho”, afirmou Lindbergh Farias, referindo-se à necessidade de uma investigação completa pela Polícia Federal. O deputado, que já apresentou pedidos de investigação contra Roberto Campos Neto à Procuradoria-Geral da República (PGR), ressaltou que o papel do ex-presidente do BC precisa ser esclarecido, especialmente após a autorização de três tentativas de compra do Master pela autoridade monetária.
Ligação com Governo Anterior e Acusações à Oposição
Lindbergh Farias também buscou relacionar o escândalo ao governo anterior, lembrando que Roberto Campos Neto foi indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele criticou as tentativas da oposição de vincular o caso à gestão do presidente Lula. “Esse Banco Master é obra, é ovo da serpente do Bolsonaro e do Roberto Campos”, declarou o deputado, prometendo rigor na apuração de um prejuízo estimado em R$ 50 bilhões, e alertou para o risco de tentarem atribuir a responsabilidade ao PT.
Afastamento de Diretores Investigados
O deputado mencionou ainda o afastamento de Belline Santana, ex-chefe de Supervisão Bancária, e Paulo Sérgio de Souza, ex-diretor de Fiscalização do BC, ambos investigados por envolvimento nas fraudes. Lindbergh Farias informou que, ao deixar o cargo, Roberto Campos Neto teria indicado os nomes dos dois para recondução à Diretoria de Fiscalização, mas o ministro Haddad optou por outra indicação. A declaração busca reforçar a tese de responsabilidades passadas no caso.

