Ifi Critica Projeções Econômicas Do Governo: ‘extremamente Otimistas’ E Dívida Pública Em Alta

IFI critica projeções econômicas do governo: ‘Extremamente otimistas’ e dívida pública em alta

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Projeções do Orçamento são questionadas pela Instituição Fiscal Independente

As projeções econômicas que embasam o Orçamento do governo para este ano e os próximos foram classificadas como “extremamente otimistas” pela Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão vinculado ao Senado. Em relatório divulgado nesta quinta-feira, a IFI aponta que a sustentabilidade do atual arcabouço fiscal depende do cumprimento de metas que se apoiam em “expressivos descontos legais” e nos limites da banda de tolerância estabelecida.

Déficits primários e dívida pública em trajetória de crescimento

Em contrapartida às projeções oficiais, a IFI destaca que os déficits primários continuam recorrentes e a dívida pública mantém uma trajetória de “preocupante crescimento”. Segundo as estimativas do órgão, a dívida pública pode atingir 117,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2036, indicando um cenário fiscal desafiador a longo prazo.

Guerra no Irã e ‘folga fiscal’ inesperada

O relatório da IFI também aborda os efeitos da Guerra no Irã, que gerou um impacto inesperado nos preços do petróleo e derivados. Esse cenário, segundo o órgão, proporcionou uma “folga fiscal” em 2026 que permitiu a implementação de medidas mitigadoras para o choque externo, como renúncias e subvenções. Além disso, essa folga teria criado um ambiente propício para decisões como o fim da “taxa das blusinhas”, servindo também como um “colchão de segurança” contra riscos de não cumprimento das metas fiscais para o ano corrente.

Ajuste fiscal profundo é improvável antes das eleições

A Instituição Fiscal Independente demonstra ceticismo quanto a medidas mais drásticas de ajuste fiscal em um cenário de aproximação das eleições. “Não é crível esperar, dada a crescente aproximação do ambiente eleitoral, medidas mais profundas e radicais de ajuste fiscal”, afirma a IFI em seu relatório, sugerindo que as decisões fiscais futuras podem ser influenciadas pelo contexto político.

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