Mp Mg Pede Condenação De Kalil Por Improbidade E Cobra R$ 103 Milhões Em Contratos

MP-MG pede condenação de Kalil por improbidade e cobra R$ 103 milhões em contratos

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Investigação aponta que agência de publicidade pagou R$ 60 mil por pesquisa em troca de contratos

O Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG) solicitou à Justiça a condenação do ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), por improbidade administrativa. A Promotoria acusa Kalil de ter recebido uma pesquisa eleitoral custeada por uma agência de publicidade que possuía contratos vigentes com o município. Como consequência, o MP cobra o ressarcimento de valores relacionados a esses contratos, que totalizam R$ 103,5 milhões.

Mensagens e áudios comprovam supostas tratativas, diz MP

A manifestação do MP-MG foi apresentada à Justiça na terça-feira (19). Segundo o órgão ministerial, a agência Perfil 252 teria financiado uma pesquisa eleitoral no valor de R$ 60 mil. O objetivo seria avaliar o cenário político do então prefeito na disputa pelo governo de Minas Gerais em 2022. A investigação sugere que o pagamento da pesquisa teria funcionado como uma contrapartida para assegurar a renovação e execução de contratos de publicidade da empresa com a prefeitura.

Outros investigados firmaram acordos com o MP

A ação judicial agora tramita exclusivamente contra Alexandre Kalil. Outros envolvidos na investigação, incluindo ex-secretários municipais e o proprietário da agência Perfil 252, já firmaram acordos com o Ministério Público e confessaram participação nas negociações relacionadas à contratação da pesquisa. A manifestação protocolada na 2ª Vara de Feitos da Fazenda Pública Municipal de Belo Horizonte detalha que o MP reuniu evidências como mensagens de WhatsApp, áudios e outros registros digitais. Tais elementos, de acordo com a Promotoria, comprovam as tratativas para a contratação da pesquisa e a pressão exercida sobre o dono da agência para custear o levantamento.

MP pede suspensão de direitos políticos e multa para ex-prefeito

Além da condenação por improbidade administrativa, o Ministério Público pede a suspensão dos direitos políticos de Kalil por até 14 anos. Adicionalmente, o órgão requer a aplicação de multa civil e a perda de bens que possam ter sido obtidos de forma ilícita. Em sua defesa, Alexandre Kalil nega as irregularidades. Ele alega que a investigação criminal sobre o caso foi encerrada sem a indicação de crime e sustenta que não existem provas de sua participação direta nas tratativas investigadas.

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