Senado Rejeita Indicação De Messias Ao Stf: Governo Lula Em Tensão Com Congresso E Oposição Celebra “grande Dia”

Senado Rejeita Indicação de Messias ao STF: Governo Lula em Tensão com Congresso e Oposição Celebra “Grande Dia”

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Rejeição Histórica no Senado

Em um desfecho que tensiona ainda mais a relação entre o Executivo e o Legislativo, o Senado Federal rejeitou nesta quarta-feira a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão representa o primeiro caso de rejeição de um nome para a Corte na redemocratização do Brasil, com a última ocorrência datando de 1894. Messias obteve 34 votos a favor, sete a menos que o mínimo necessário para aprovação, e 42 votos contrários.

Reações Divididas: Governo Lamenta, Oposição Comemora

A rejeição gerou reações imediatas e contrastantes nas redes sociais. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), lamentou o resultado, afirmando que o “Senado sai menor desse episódio lamentável”. Segundo Boulos, a “aliança entre bolsonarismo e chantagem política venceu na rejeição ao nome de Jorge Messias ao STF”.

Por outro lado, a oposição celebrou a decisão. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) ironizou o resultado, declarando “se Lula perde, o Brasil ganha” e complementando com “Grande dia”. Ele citou a “lei da semeadura: o que se planta, se colhe” como um princípio a ser observado.

Oposição Vê Vitória Contra “Aparelhamento”

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, considerou a votação uma “vitória histórica” que “evitou que a esquerda e o PT aparelhassem ainda mais o Estado e a Justiça”. A mesma linha foi seguida pelo senador Sergio Moro (PL), pré-candidato ao governo do Paraná, que definiu o resultado como uma “vitória histórica” da Casa. Moro defendeu a necessidade de “um STF independente de Lula e do Poder Executivo, vinculado apenas à lei e à Constituição”.

Caminho Tortuoso até a Rejeição

A indicação de Messias por Lula, há mais de cinco meses, enfrentou resistência desde o início. A cúpula do Senado, especialmente o presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), demonstrou objeções. Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Messias já havia enfrentado um clima de apreensão entre os governistas, com 16 votos a seu favor, indicando a dificuldade que seria a aprovação final no plenário.

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