Oms Eleva Alerta Para Surto De Ebola Com Quase 600 Casos E 140 Mortes Suspeitas Em Congo E Uganda

OMS eleva alerta para surto de Ebola com quase 600 casos e 140 mortes suspeitas em Congo e Uganda

Noticias do Dia

Alerta Máximo Instaurado em Meio a Surto Agravado

A Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou o nível de alerta para o surto de Ebola na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda, declarando uma emergência de saúde pública de importância internacional. A decisão foi tomada após reunião do Comitê de Emergência da organização, que constatou quase 600 casos e 139 mortes suspeitas. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, expressou preocupação com a possibilidade de o número de casos continuar a crescer, devido ao tempo que o vírus circulou antes da detecção.

Fatores de Preocupação e Ação Urgente

Tedros Adhanom Ghebreyesus destacou que a escala e a velocidade da epidemia justificam a ação urgente. Vários fatores contribuem para a preocupação, incluindo o elevado número de casos e óbitos, a ausência de vacinas e terapias específicas para a cepa em circulação (Bundibugyo), e a identificação do vírus em grandes centros urbanos. Adicionalmente, mortes entre profissionais de saúde, a alta mobilidade populacional na província de Ituri (RDC) e a instabilidade na região, marcada por conflitos intensificados, aumentam o risco de disseminação.

Histórico de Emergências da OMS

Esta é a nona vez que a OMS decreta seu mais alto nível de alerta, e a terceira relacionada ao vírus Ebola. Anteriormente, a organização já declarou emergência internacional para o Ebola em 2014-2016 (África Ocidental) e em 2019 (RDC). Outras emergências notáveis incluem a pandemia de Covid-19 (2020-2023), o surto de mpox (2022-2023, com nova emergência em 2024), o vírus Zika (2016), a gripe suína H1N1 (2009-2010) e a poliomielite, que permanece em estado de emergência desde 2014.

Ações e Colaboração Internacional

A OMS tem uma equipe em campo prestando apoio às autoridades dos países afetados. O diretor-geral agradeceu ao governo de Uganda por adiar celebrações que poderiam reunir até dois milhões de pessoas, demonstrando a colaboração internacional para mitigar a propagação do vírus. Apesar do alto risco nos níveis nacional e regional, a OMS avalia o risco global como baixo.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *